Ano Novo: como proteger seu cachorro dos fogos de artifício?

O fim de ano está chegando e, com ele, as queimas de fogos de artifício. Nessa época, é o momento de festejar, mas quem sofre são os animais de estimação. Muitos cãezinhos têm medo de fogos e isso pode levá-los a passar mal, com risco de consequências graves. Para ajudar pais e mães de cachorro a deixarem os pets mais confortáveis na chegada de 2018, a gente reuniu algumas dicas. Confira.

Como identificar o medo aos fogos de artifício?

Mesmo antes do Réveillon, já notamos os fogos de artifício em algumas comemorações, como o Natal. A reação do cãozinho aos sons permite identificar se ele se incomoda ou lida bem com o barulho. Veja como:

  • O primeiro sintoma entre os cachorros que têm medo é adotar uma postura mais alerta. Eles evitam fazer coisas que o deixem “vulnerável”, como comer, beber água, dormir, ou mesmo fazer suas necessidades com tanta frequência quanto costuma;
  • Cães mais ansiosos podem se esconder ou ficar pedindo colo, pulando e chorando;
  • Posturas curvadas, com as orelhas abaixadas, pupilas dilatadas, rabo abaixado ou entre as patas traseiras são sinais de que o cãozinho está assustado, com medo ou estressado;
  • Ficar “lambendo o focinho” e mostrando os dentes também representam desconforto;
  • Os sintomas mais extremos são salivação excessiva, batimento cardíaco acelerado, respiração ofegante e tentar fugir. Alguns cães podem também ficar agressivos.

Como ajudar o cãozinho?

Algumas atitudes podem ajudar a deixar o cãozinho mais confortável durante a virada do ano. Conheça algumas delas:

  • Feche portas e janelas de vidro perto da hora da virada e coloque uma música em alto volume. Isso ajuda a protegê-lo dos sons e evita que ele fique mais assustado ou nervoso;
  • Caso os fogos comecem e você perceba que ele ainda está atento ao barulho, faça festa ao ouvir os sons, como se fosse uma comemoração, para que ele associe o momento a coisas positivas;
  • Enquanto isso, ofereça petiscos ou brinquedos que ele adora, com animação e sorrindo. É um ótimo jeito de fazê-lo perceber que está seguro, já que cães entendem muito bem nossas expressões faciais;
  • Não pegue o cãozinho no colo, mesmo que ele peça. Isso é entendido por ele como sinal de insegurança e o nervosismo dele vai continuar ou até piorar;
  • Evite posições curvadas. Esse também é visto pelo pet como um sinal de insegurança;
  • Lembre-se de mostrar a ele que você está no controle da situação e assegurar que está protegido.

Técnica Tellington Touch promete ajudar seu Pet à encarar os medos

Existe uma técnica para amenizar o sofrimento dos peludos, que se chama Tellington Touch e foi criada baseada na informação de que animais com esse histórico de medo também possuem sensibilidade nas regiões traseiras, patas e orelhas. A técnica se trata de uma amarração com pano ou bandagens que pressiona suavemente o corpo do animal estimulando a circulação sanguínea das regiões extremas e ameniza as tensões diminuindo sua irritabilidade.

Veja como fazer a técnica de amarração para acalmar seu pet:

Amarre seu cachorro de forma que a faixa englobe peito e dorso (formando um oito), finalize dando um nó na região traseira, mas certifique-se que não esteja exatamente sobre a coluna. Nem pode estar muito apertado.

Conforme o corpo sente a pressão das faixas, sua psique e tronco entram em harmonia, fazendo com que o pet sinta-se mais seguro e possa enfrentar momentos que lhe causavam medo e pavor. Muitos profissionais indicam a técnica e dizem que a mesma funciona, mas não pode ser considerada como a salvação, nem garante que o pet vai ficar tranquilo, apenas vai ter menos medo da situação, depende muito do nível de fobia que o animal possui e isso varia de acordo com cada pet.

Cuidado: medo e estresse podem gerar trauma

O trauma pode fazer mal para o cãozinho, porque a situação tende a se agravar com o tempo. Se for esse o caso do seu pet, procure um profissional para dar início ao tratamento. A superação de um trauma é quase sempre demorada e envolve recaídas, tentativas, erros e acertos. Por vezes é necessário o acompanhamento de um adestrador, que pode identificar métodos mais eficientes para cada cãozinho a lidar da melhor forma com esse medo. Enquanto o cãozinho não estiver livre desse medo, é importante deve evitar que ele passe por uma situação crítica como os fogos do Ano Novo.

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Sobre o autor: Enciclopets

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